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NOTÍCIAS

CENA CONTEMPORÂNEA 2016 FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA

 CENA CONTEMPORÂNEA 2016 FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA
BRASÍLIA, DE 23 DE AGOSTO A 4 DE SETEMBRO.
Espetáculos da América Latina, Europa e Brasil dividem a cena na maior mostra de teatro e dança da região central do Brasil
*Sete espetáculos internacionais (vários deles inéditos), 14 nacionais e oito de Brasília ocupam as principais salas de espetáculo e espaços alternativos do DF
*O celebrado uruguaio Gabriel Calderón traz pela primeira vez ao Brasil ‘Ex-Que reinventen los actores’
*O português ‘Noite’ explora a fisicalidade e a expressão corporal
*Preconceitos contra mulheres e homossexuais dão o tom da reflexão de vários trabalhos
O teatro nu, despido de convenções e dogmas. O teatro em diálogo com a tecnologia e com as diferentes linguagens artísticas, abordando temas caros à contemporaneidade. Incomunicabilidade, solidão, afirmação de identidades. A grande aventura humana e suas faces/vertentes estão representadas nos espetáculos selecionados para integrar o 17º CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA, que acontece de 23 de agosto a 4 de setembro, em várias salas de espetáculos e espaços alternativos da capital brasileira. Além do Plano Piloto, o festival realizará sessões também nas cidades de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Estrutural e Varjão. Treze dias dedicados à festa do teatro, com apresentações, oficinas, debates. O CENA CONTEMPORÂNEA tem coordenação geral de Michele Milani e direção de produção e curadoria de Alaôr Rosa.
Em 2016, o CENA CONTEMPORÂNEA vai mostrar trabalhos da Argentina, Espanha, Chile, Portugal, Uruguai e França, dentre os internacionais, e espetáculos brasileiros produzidos por companhias do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Paraná e do próprio Distrito Federal. O festival conta com o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do DF e Petrobras; copatrocínio da Oi; apoio do Iberescena, Oi Futuro, Rádio Nacional FM, TV Brasil, EBC, Correio Braziliense e CAIXA. Uma realização do CENA e da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal, em correalização com o SESC.
O FESTIVAL
O CENA CONTEMPORÂNEA reservou para esta 17ª edição espetáculos assinados por alguns dos mais inventivos encenadores da Ibero-América. Assim, o público brasileiro terá oportunidade de conferir o teatro de nomes como o uruguaio Gabriel Calderón, que traz ‘Ex-que reinventem los actores’, uma obra que rompe com as estruturas dramáticas tradicionais, abordando a história política recente do país e mesclando ficção e realidade, público e privado. ‘Otelo’, do chileno Jaime Lorca, conhecido do espectador brasileiro por ‘Gemelos’ (espetáculo que conquistou a plateia brasileira e divulgou o nome do encenador mundo afora) chega à frente de outra companhia, a Viajeimóvil, e faz seus atores e bonecos se aventurarem no universo de Shakespeare.
Outra boa surpresa é o grupo Circolando, de Portugal, cuja trajetória tem sido caracterizada pela experimentação e mistura de teatro físico, dança, novo circo. Eles encenam em Brasília ‘Noite’, trabalho originalmente inspirado nas palavras do poeta português Al Berto (precocemente falecido) e que apresenta três bailarinos e um DJ experimentando os limites da força, da energia, da velocidade, da exaustão.

Da Espanha vem o celebrado trabalho ‘Distancia Siete Minutos’, assinado por Diego Lorca e Pako Merino, criadores do Titzina Teatro. O espetáculo dá seguimento à investigação que a companhia tem realizado sobre cenas rápidas, flexíveis e curtas, calcadas em textos ágeis e no trabalho do ator. Na obra, uma exploração das noções de felicidade.

Em 2016, o festival vai ocupar palcos pouco tradicionais e alcançar cidades do DF que nunca tinham recebido espetáculos do evento, como Varjão e Estrutural. Residências e o próprio Lago Paranoá servirão de espaço de apresentação. Um galpão em Taguatinga, por exemplo, acolherá ‘O Filho’, mais recente espetáculo do Teatro da Vertigem, de São Paulo, que fará seis apresentações no festival, levando para a cena sua pesquisa em torno da obra de Kafka.

COPRODUÇÕES CENA – Parceria do CENA CONTEMPORÂNEA com o Centro Dramático Nacional Francês La Comédie de Saint-Étienne, o espetáculo ‘Naufragé(s)’, desenvolvido na França pela companhia brasiliense Teatro de Açúcar, faz sua estreia durante o festival, mesclando dramaturgia original com dança, música e instalação.

Outra coprodução do CENA - com Le CENTQUATRE, de Paris, tempo_festival, do Rio de Janeiro, e SESC - ‘A Floresta que anda’, terceira e última parte da trilogia assinada por Christiane Jatahy, ocupará o Mezanino do Museu Nacional de Brasília. Na obra, a diretora carioca aprofunda sua exploração dos limites entre teatro e cinema, ficção e realidade, desta vez mergulhando na clássica tragédia ‘Macbeth’, de William Shakespeare.

SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA – Abrindo espaço para discussões em torno de temas como a cultura do estupro, a liberdade sexual e o respeito às diferenças, o CENA oferece trabalhos que prometem instigar e propor novas leituras sobre a sexualidade. É o caso de ‘La Wagner’, da Argentina, um contundente e provocador espetáculo que discute, de forma crua, temas ligados ao feminino, à violência, ao erotismo. Também na linha de afirmação de identidades caminham ‘BR-Trans’, do Coletivo Artístico As Travestidas, do Ceará, com histórias colhidas em entrevistas com travestis, transexuais e transformistas de Porto Alegre, e Kassandra, de Santa Catarina, que atualiza o mito da princesa de Troia que nasceu menino, apresentando-se em espaços não-convencionais, como boates e casas noturnas.

A programação contém ainda um conjunto de ações da ‘Aquela Companhia de Teatro’, do Rio de Janeiro, em comemoração por seus dez anos de estrada. O grupo apresenta o premiado ‘Caranguejo Overdrive’ – que recebeu três prêmios Shell 2016 e APTR nas categorias autor (Pedro Kosovski), diretor (Marco André Nunes) e atriz (Carolina Virgüez) –, o novo trabalho, ‘Laio e Crísipo’, e ainda ministra oficina de dramaturgia.

CENA CONTEMPORÂNEA 2016 FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA